Um assunto
desperta grande interesse em todos: o que se passa na cabeça de um serial
killer? Antes de qualquer coisa, o que ou quem é um serial killer? A definição
mais comum é “um indivíduo ou indivíduos que cometem uma série de homicídios
durante um período de tempo, com pelo menos alguns dias de intervalo entre
eles”. O termo serial killers foi utilizado pela primeira vez nos anos 70 pelo
agente aposentado do FBI e grande estudioso do assunto: Robert Ressler. Escolhi
dois filmes que tratam do assunto e não o esgota...
Há mais de
cinqüenta anos, um serial killer tornou-se mundialmente conhecido a partir do
filme “Psicose”, direção do genial cineasta inglês Alfred Hitchcock. Trata-se
do jovem Norman Bates, gerente/proprietário do Motel Bates um lugar decadente,
que quase fechou suas portas após o desvio da autoestrada.
Norman Bates
viveu a vida toda, ao lado de sua possessiva mãe, num casarão ao lado do Motel,
um jovem solteiro, solitário, soturno e aparentemente normal... Uma bela jovem:
Marion Crane, que desfalcou seu chefe vai ser hospede do Motel Bates e ai, o
atormentado Norman aparece em cena... A família fica preocupada com o sumiço da
jovem e a policia é acionada; muitos segredos serão revelados a partir do
desaparecimento da bela Marion.
Psicose é uma
obra-prima do cinema de suspense. Filme americano que ainda influencia
cineastas de várias nacionalidades. Uma perfeita combinação de drama e
suspense. O filme tem todos os ingredientes para agradar a todo tipo de
platéia: bela fotografia e imagens em preto-e-branco; trilha sonora sublime do
maestro Bernard Hermann; elenco soberbo; o roteiro de Joseph Stefano (baseado
em história original de Robert Bloch).
Algumas cenas são
inesquecíveis, talvez a mais marcante de todas seja a célebre “cena do
chuveiro”: a música vai aos poucos nos envolvendo e acompanha o ritmo louco das estocadas da faca no corpo da
jovem; a água escorre e o sangue macula o azulejo branco do boxe do chuveiro...
Impressionante mesmo! Dizem que o filme não foi colorido por conta de tal cena,
o público ficaria chocado com tanto sangue... O certo é que gastaram litros e
mais litros de calda de chocolate, cinema é cinema e tudo é uma grande
fantasia, ou uma boa mentira/farsa bem contada! A violência é mais implícita...
A grande dica é
alugar o filme com o disco extra que acompanha o filme; com as informações dos
bastidores, as entrevistas, as repercussões do filme, etc. e tal.
No rastro do jovem
Norman Bates, um novo “perturbado” (e perturbador) aparece com o filme: “O Assassino
em Mim”.
Aqui temos a história
de um jovem assistente de xerife: Lou Ford, numa pequena cidade do estado do
Texas, Estados Unidos. Ele leva uma vida pacata ao lado de sua jovem esposa,
até o dia em que uma prostituta aparece e desperta seus instintos mais
selvagens. Ele é simpático, aparentemente, normal, boa aparência, fiel
cumpridor de suas funções policiais, enfim, um bom cidadão... Mas, por trás de
tanta bondade, ou melhor, por dentro dele, habita um ser desprezível: um
verdadeiro “monstro” emerge das profundezas de sua alma. Um ser do mal, vindo
direto do inferno... Violência não falta, principalmente contra as mulheres.
Filme adulto na temática e nas violentas cenas apresentadas. O diretor não usa
de subterfúgios; cenas (quase) reais acontecem diante dos olhos amedrontados
dos espectadores. Violência explicita! Uma celebração do ódio, da raiva e das
perversidades humanas (leia sadomasoquismo). Quem pode explicar o comportamento
doentio do jovem Lou Ford? O filme nos remete ao clássico: “O Médico e o
Monstro” do escritor Robert L. Stevenson. Carregamos o bem e o mal dentro de
nós? O ditado popular: “a ocasião faz o ladrão” pode ser aplicado neste caso? A
violência aqui não é gratuita, indicado para quem possui “estômago forte”;
assista e tire suas próprias conclusões.
Serviço:
“Psicose”, Estados Unidos, direção de Alfred Hitchcock, ano
1960, 109 Min. Preto-e-branco, elenco: Anthony Perkins, Janet Leigh; Vera
Miles; John Gavin; Martin Balsam, entre outros.
“O Assassino em Mim”, Estados Unidos, direção de Michael
Winterbottom, ano 2010, 109 Min., Cor. Elenco: Casey Afflek; Kate Hudson;
Jessica Alba; Ned Beatty, entre outros.
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